
Embora os dados econômicos não sejam oficiais, estima-se que as redes sociais online já movimentem US$ 1 bilhão de dólares ao ano. E os prognósticos apontam para um crescimento ainda maior, passando da casa dos US$ 2 bilhões até 2011.
O efeito dessa "corrente para frente" está diretamente relacionado ao reflexo do aumento dessas comunidades, que contam com cada vez mais adeptos. Os exemplos mais notórios são o MySpace, o Facebook e o Twitter, que juntos detêm mais de 72 % da quota de mercado das redes sociais. Os consultores afirmam que este fenômeno de comunicação veio para ficar, porque representam um conceito poderoso que impactou a Internet e na forma como as pessoas as utilizam. É o caso particular do microblog Twitter, onde já se podem encontrar promoções-relâmpago, cursos, informações ou mesmo um canal de comunicação direta com o cliente.
Foi no Twitter que o analista de negócios Bruno Torquato, de 23 anos, encontrou uma promoção bastante generosa, redirecionada por um amigo. “Comprei uma passagem para Brasília por R$150, sendo que o preço normal era R$350”.
CONSULTORIAS
Seguindo essa lógica "nervosa", empresas brasileiras passaram a prestar mais atenção aos milhares de adeptos do Twitter. O objetivo, claro, é “fisgar” potenciais consumidores com promoções-relâmpago, descontos generosos, concursos culturais e sorteio de prêmios.
E como dinheiro chama dinheiro, a onda do crescimento dos negócios incentivaram o aparecimento de uma série de pequenas consultorias para oferecer às empresas conselhos, estratégias de atuação e novas ideias em mídias sociais. Foi assim com a paulista Intentio, fundada recentemente pelo administrador de empresas Filipe Costa, 28 anos, e pelo publicitário Fábio Carletto, 31 anos. “O Brasil é um grande mercado e um bom laboratório de experiências de uso e modelos de negócios”, garante Filipe.
LIXEIRA OU LUCRO
Mas é bom não ir com muita sede ao pote, como avisa a sabedoria popular. Dentro desse universo de faturamento e negócios em tempo real, quem não cumpre o que promete pode parar na "lixeira" rapidinho. Os mesmos cliques de nervosos de mouse que consagram o empreendimento podem transformar, com a mesma velocidade, o sonho em pesadelo. “Estar no topo ou na lama é uma questão de muito pouco tempo. Você não tem como segurar ninguém na internet. Principalmente se comete um erro desse tipo”, alerta Clarisse Barreiros, consultora do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP).
O risco vale a pena, diz a consultora, principalmente para os pequenos empresários. Clarisse justifica, acrescentando que esses empreendedores, além da divulgação da marca, têm acesso a estratégias que pelos meios tradicionais de marketing têm um custo elevado. "É possível rastrear clientes (saber quem consome, o que compra e como) de forma instantânea e realizar um controle de qualidade”, diz a consultora so Sebrae-SP.
Então, senhores empresários, preparem seus catálogos, e suas contas bancárias também.